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IV Congresso Nacional de Doença Celíaca e X Encontro Nacional de ACELBRAs e Grupos de Celíacos. De 03 a 05 de maio. Clique aqui para maiores informações!
   
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A. ALIMENTAÇÃO: A alimentação de forma correta, sem a presença do GLÚTEN, é o único tratamento para a
DOENÇA CELÍACA (DC). A reeducação alimentar é necessária, e os alimentos que contêm Glúten devem ser
substituídos e não eliminados. Deve-se tomar cuidado com a contaminação dos alimentos com o Glúten, pois
mesmo traços do Glúten nos alimentos podem desencadear os sintomas. Uma vez estabelecido com segurança o diagnóstico, A DIETA TERÁ DE SER CUMPRIDA DURANTE TODA A VIDA.

B. BIÓPSIA: A Biópsia do Intestino Delgado (BID) é um exame realizado para esclarecer ou confirmar o diagnóstico
de Doença Celíaca, também chamada de enteropatia por Glúten. Através do exame de endoscopia com biópsia,
um pedaço do intestino é retirado (preferencialmente, da junção duodeno-jejunal) para análise ao microscópio.
Somente através deste exame é que pode haver o diagnóstico definitivo da DC. Mas outros exames iniciais, como
os exames de sangue, são muito utilizados na detecção da DC. Os exames do anticorpo antitransglutaminase
tecidular (AAT) e do anticorpo antiendomício (AAE) são altamente precisos e confiáveis, mas insuficientes para a confirmação de um diagnóstico. A assertiva atual para o diagnóstico de DC é a combinação dos testes
sorológicos (IgA e IgG) com a biópsia intestinal.

C. CELÍACO: Denominação dos portadores da DC. Celíacos são aqueles que não podem consumir Glúten. Cerca de
um a cada 214 moradores da cidade de São Paulo têm intolerância ao Glúten. Acredita-se que existam cerca
de 300 mil brasileiros celíacos. A DC é uma doença autoimune e provoca danos na mucosa do intestino delgado.

D. DIARREIA: É um dos principais sintomas da DC. A diarreia crônica característica da DC é pálida, volumosa e mau-cheirosa. O celíaco pode apresentar fortes dores abdominais e cãimbras, distensão abdominal e úlceras na boca.
Em alguns casos, porém, os portadores de DC podem apresentar prisão de ventre (cerca de 5% dos adultos).
Entre outros sintomas, observa-se pouco ganho no peso, atraso no crescimento, anemia, osteoporose,
erupção na pele que faz coçar (dermatite herpetiforme).

E. EMAGRECIMENTO: As deficiências nutricionais resultantes da má absorção na doença celíaca podem
provocar sintomas como emagrecimento e déficit de crescimento.

F. FARINHA: Existem muitos tipos de farinhas. A farinha é um pó desidratado rico em amido. No caso dos
portadores de DC, a farinha de trigo usada principalmente para produzir pães e bolos deverá ser substituída pela
farinha sem Glúten, a fécula de batata, o amido de milho, a farinha de arroz, entre outras.

G. GLÚTEN: Proteína encontrada nas sementes de muitos cereais (trigo, cevada, centeio, aveia, triticale,
malte e painço e, em todos os seus derivados, como a farinha, farelos, germe, etc.). O Glúten é responsável
pela elasticidade da massa da farinha, o que permite sua fermentação, assim como a consistência elástica
esponjosa dos pães e bolos. A GLIADINA é um dos componentes do trigo que irrita a mucosa intestinal do portador
de DC. O Glúten é formado a partir da gliadina e da glutenina, duas proteínas. Ele está presente em quase todos
os alimentos: flocos de cereais, massas, pães, biscoitos e alimentos industrializados. Qualquer quantidade de
Glúten, por mínima que seja, é prejudicial para o celíaco.

H. HEREDITARIEDADE: Esta doença tem como principal causa um erro inato do metabolismo, ou seja, um erro desde
a formação do DNA de um indivíduo. Outra causa é a sensibilidade imunológica à gliadina (uma proteína) no
intestino delgado. Cerca de 10% dos familiares de um celíaco têm o problema sem desenvolver os sintomas.
A doença é fortemente hereditária, mas geneticamente complexa: a doença é familial mesmo que os sintomas
sejam mínimos ou inexistentes; há cerca de 70% de concordância em gêmeos homozigóticos; é infrequente em determinados grupos étnicos (orientais e negros). Os riscos são maiores em pessoas brancas e com outras doenças autoimunes como diabetes mellitus, síndrome de Down (SD) e Tireoideopatias. Há diferença quanto à frequência em relação ao sexo feminino e masculino (2:1).

I. INTOLERÂNCIA: A DC caracteriza-se pela intolerância do tipo alérgica ao Glúten, ou seja, o celíaco não pode
ingerir alimentos que contenham Glúten. Pesquisas revelam que os celíacos possuem maior predisposição ao
câncer do intestino delgado.

J. JEJUNO: Nome dado à segunda porção do intestino delgado, compreendida entre o duodeno e o íleo. No
caso dos celíacos que não seguem uma dieta isenta de Glúten, as vilosidades desta região do intestino
encontram-se atrofiadas, o que causa prejuízos na absorção dos nutrientes.

K. VITAMINA K: Vitamina K é um nome genérico para várias substâncias necessárias a uma coagulação
normal do sangue. A forma principal é a vitamina K1 (filoquinona), que se encontra nas plantas, especialmente nos vegetais de folhas verdes. Além disso, as bactérias presentes no intestino delgado e no cólon, produzem vitamina K2 (menaquinona), que pode ser absorvida, embora em menor grau. Como a vitamina K é solúvel nas gorduras, as perturbações que interferem com a absorção de lípidos, como a doença celíaca, podem provocar uma carência de vitamina K nas crianças e nos adultos.

L. LACTOSE: É o açúcar presente no leite. A lactose é um dissacarídeo, formado pela união de uma molécula de glicose com outra de galactose. Para este açúcar ser quebrado e aproveitado pelo organismo ele precisa da ação
de uma enzima chamada lactase. Tal enzima fica na superfície da mucosa intestinal. Por conta das lesões na
mucosa intestinal, algumas portadores de DC não sintetizam a lactase e, como consequência, a lactose não
poderá ser hidrolisada, permanecendo no intestino, atraindo água para a região e provocando diarreia ácida e
gasosa, excesso de gases, cólicas e aumento no volume abdominal. Como a DC pode levar a intolerância secundária
à lactose, faz-se necessário repor o cálcio e a vitamina D, para prevenção de osteomalácia.

M. MALTE: O malte é um extrato xaroposo de cereal, tal qual a cevada e o centeio, usado na fabricação de
bebidas como a cerveja e o whisky, ou costumeiramente bebido misturado ao leite. O malte - assim como o
trigo, a cevada, a aveia e o centeio - possui Glúten e não deve ser consumido por portadores de DC.

N. NUTRICIONISTA: O nutricionista é o profissional de saúde apto para ajudar o celíaco em sua reeducação
alimentar, atuando na melhoria significativa de sua qualidade de vida.

O. OBRIGATÓRIO: É obrigatório por lei federal (Lei nº 10.674, de 16/05/2003) que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos a presença ou não de Glúten para resguardar o direito à saúde dos portadores de doença celíaca.

P. QUINUA: É um cereal muito rico em proteína e uma excelente fonte de carboidrato com baixo índice glicêmico,
ou seja, ele leva mais tempo para ser transformado em açúcar no sangue; isso evita a produção excessiva de
insulina. A quinua é isenta de Glúten e pode ser consumida por portadores de DC. Vários pratos podem ser
preparados com quinua. Desde um simples acompanhamento cujo preparo é como o do arroz, até sopas, tortas
em que se substitui a farinha de trigo pela farinha de quinua, panquecas, saladas, etc.

Q. RENÚNCIA: Renunciar ao prazer de comer um pão francês, uma boa pizza ou uma macarronada, não é fácil.
No quesito satisfação gastronômica, os substitutos do trigo não convencem, mas esta dieta é necessária para a recuperação do celíaco. A dieta balanceada SEM GLÚTEN tem que ser adotada como estilo de vida.

R. RESTRIÇÃO: Essa é a palavra que define a vida de um celíaco. No caso da DC, a restrição deve ser a
qualquer alimento que possua GLÚTEN em sua composição.

S. SINTOMAS: Quando o intestino de um celíaco tem de suportar uma alimentação sem restrições, o Glúten
dos cereais habitualmente consumidos vai provocar alterações tão profundas que impedem o normal
aproveitamento dos alimentos e levam ao aparecimento dos sintomas. São sintomas da DC clássica: diarreia
crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de
apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade,
abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia e desnutrição aguda que podem levar
o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

T. TRATAMENTO: O único tratamento para os portadores de DC é a retirada completa do Glúten da alimentação
por toda a vida. E se a dieta não for seguida, com o corte completo do Glúten, a doença vai se tornando crônica
e outras doenças vão surgindo. Logo, esse paciente terá comprometimento sistêmico e requererá a assistência
de uma equipe multidisciplinar.

U. ÚLCERAS AFTOSAS (AFTAS): Afta ou úlcera aftosa recorrente pode aparecer mais frequentemente em
portadores de DC, caracterizada pelo aparecimento de úlceras dolorosas na mucosa bucal, as quais podem ser múltiplas ou solitárias. As aftas são lesões ulceradas: há exposição do tecido conjuntivo, que é rico em vasos e nervos, o que provoca dor.

V. VILOSIDADES: O intestino delgado possui vilosidades, algo semelhante a pregas, que faz com que a área de
absorção de nutrientes obtidos através da alimentação seja maior. O intestino do celíaco que ingere Glúten
apresenta uma diminuição das vilosidades, acarretando na dificuldade de absorção de nutrientes,
principalmente gordura, cálcio, ferro e ácido fólico.

W. WHISKY: Os celíacos adultos não podem consumir whisky nem cerveja, pois ambos contêm malte e
este possui GLÚTEN na sua composição.

X. X, heterocromossomo sexual, se apresenta formando um par nas células das fêmeas (mulheres possuem o par
de cromossomos 23 XX).

Y. Y, heterocromossomo menor que X, com quem forma o par 23 no sexo masculino (XY).

Z. ZINCO: O zinco é um micronutriente presente em alguns alimentos e faz-se necessário no sistema imunológico.
Além disto, o zinco colabora com algumas funções importantes de nosso organismo como na reprodução e
participa de algumas reações químicas. Os portadores de DC podem apresentar baixo nível de Zinco no organismo. Algumas fontes deste mineral: carnes, sendo que as vermelhas possuem maior quantidade, cereais integrais,
oleaginosas (castanhas do Pará, castanhas de caju, nozes, amêndoas), sementes, leguminosas (feijões, grãos de
bico, ervilhas).

Elaborado por Glaucia Esteves da Silva em 22/11/08.

Texto revisado por Nícia Padilha.

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